sábado, agosto 30, 2025
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Sociedade de Pediatria do RS avalia impactos da lei que restringe o uso de celulares nas escolas

Nova legislação visa equilibrar o uso de tecnologia na educação básica e proteger a saúde mental dos jovens.

A recente lei sancionada no dia 13 de janeiro restringe o uso de celulares e outras tecnologias nas escolas brasileiras. A medida, que será vivenciada na prática com o retorno às aulas, busca proteger a saúde mental, física e psíquica de crianças e adolescentes, promovendo um ambiente mais saudável e equilibrado para a educação. A Lei nº 15.100/2025 estabelece que o uso de dispositivos móveis em sala de aula deve ter uma intenção pedagógica clara, sendo necessário um planejamento consciente e direcionado por parte dos professores, para que a tecnologia tenha um objetivo educacional específico, sem se transformar em distração.

Dr. Renato Santos Coelho, médico pediatra do Desenvolvimento e Comportamento e membro do Comitê de Desenvolvimento e Comportamento da SPRS, destacou os efeitos negativos do uso excessivo de celulares e outros aparelhos em crianças e adolescentes, nos últimos anos.

“O que estamos vivenciando é reflexo de um contexto no qual o avanço da tecnologia tomou conta de nossas vidas. Esse fenômeno não é novo, vem ocorrendo desde a implantação e surgimentos dos aparelhos de celular. Porém, durante a pandemia, esse quadro foi ampliado uma vez que as crianças foram forçadas a se adaptar ao uso de tecnologias para a aprendizagem e entretenimento, mas o impacto disso foi sentido no consultório já em 2021, com aumento de problemas de aprendizado e atrasos no desenvolvimento. O uso excessivo de dispositivos eletrônicos nos primeiros dois a três anos de vida pode causar atrasos no desenvolvimento da linguagem, comunicação e habilidades cognitivas das crianças, além de impactar negativamente seu comportamento. Estudos indicam que essa exposição precoce não apenas retarda o desenvolvimento cognitivo e emocional, mas também afeta diretamente a linguagem e a comunicação. É importante destacar que essas áreas estão interconectadas; quando uma delas é prejudicada, as outras também são afetadas”, explica Dr. Renato.

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O médico acrescenta que adultos diante dessa nova tecnologia passaram, também, a ver no aparelho celular uma forma de entretenimento e de realizar praticamente toda suas atividades via telas de celular ou outros equipamentos.

A nova lei, além de regulamentar o uso de celulares nas escolas, propõe uma reflexão crítica sobre o papel das tecnologias no processo educativo, incentivando estudantes e professores a considerarem o impacto desses recursos no aprendizado e no desenvolvimento social. A medida, portanto, não visa apenas a limitação do uso de dispositivos móveis, mas também a conscientização de toda a comunidade escolar sobre o uso saudável e equilibrado da tecnologia.

“Acredito que o essencial é garantir que as crianças possam focar em sua aprendizagem de forma mais eficaz. A tecnologia, quando utilizada de maneira consciente e com um objetivo pedagógico, pode ser uma ferramenta poderosa. No entanto, quando usada de forma indiscriminada, pode prejudicar a atenção, a qualidade do sono e até afetar o comportamento das crianças, causando irritabilidade e dificuldades nas interações sociais”, afirma Dr. Renato Santos Coelho.

A SPRS também reforça a importância de os pais assumirem a responsabilidade pelo uso adequado das tecnologias, pois muitas vezes eles próprios se tornam maus modelos a serem seguidos pelas crianças. O exemplo de uso equilibrado de dispositivos móveis é fundamental para garantir o bem-estar das novas gerações.

Redação: Marcelo Matusiak

 

Sobre a Sociedade de Pediatria do RS

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul foi fundada em 25 de junho de 1936 com o nome de Sociedade de Pediatria e Puericultura do Rio Grande do Sul pelo Prof. Raul Moreira e um grupo de médicos precursores da formação pediátrica no Estado. A entidade cresceu e se desenvolveu com o espírito de seus idealizadores, que, preocupados com os avanços da área médica e da própria especialidade, uniram esforços na construção de uma entidade que congregasse os colegas que a cada ano se multiplicavam no atendimento específico da população infantil. Atualmente conta com cerca de 1.750 sócios, e se constitui em orgulho para a classe médica brasileira e, em especial, para a família pediátrica.

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