Em 10 de março de 2025, o Ministério da Defesa da Síria anunciou a conclusão das operações militares contra os últimos focos de apoio ao ex-ditador Bashar al-Assad. A ofensiva ocorreu principalmente nas províncias de Latakia e Tartus, regiões que têm uma forte presença da minoria alauíta, a qual Assad representa. Apesar do governo interino ter afirmado que conseguiu restaurar a ordem nas áreas mais afetadas, a violência foi devastadora.
Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, os confrontos entre os leais a Assad e as forças do novo regime islamista já resultaram em mais de 1.300 mortos, a maioria civis. Esses números são um reflexo do cenário caótico que ainda domina o país, com batalhas acontecendo perto de cidades importantes e envolvendo milhares de civis inocentes.

O presidente interino, Ahmad al-Sharaa, tentou reforçar a ideia de que a Síria não permitirá que os apoiadores de Assad, com apoio de forças externas, levem o país de volta a um conflito civil. Para dar um passo na reconciliação, ele anunciou a criação de uma comissão independente para investigar os massacres de civis durante a operação militar.
A situação, porém, levanta sérias preocupações sobre a estabilidade do país e a segurança das minorias, como os curdos e outras comunidades que vivem no território sírio. A ONU e outras organizações internacionais já condenaram as mortes de civis, pedindo urgência em interromper a violência.
Com mais de 1.000 vidas perdidas, a Síria se encontra em uma encruzilhada delicada, onde a reconciliação e a reconstrução parecem distantes, e as feridas do passado seguem abertas.
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