sexta-feira, abril 4, 2025
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Bioestimulantes à base da alga Ascophyllum nodosum ajudam o milho a superar adversidades do clima

O Brasil é um dos maiores produtores de milho e o potencial de aumento é grande. Porém, os agricultores enfrentam dificuldades para lidar com condições adversas, como o estresse térmico e a escassez hídrica. Esse é o diagnóstico do engenheiro agrônomo Samir Filho, coordenador de desenvolvimento de mercado da Acadian Plant Health (APH) no Brasil.

O milho é o segundo produto agrícola mais importante do país e pode ter safra recorde neste ano. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expectativa é alcançar 119,6 milhões de toneladas, contra 115,65 milhões de toneladas do ciclo anterior.

Em meio a esses desafios, o uso de bioestimulantes à base da alga marinha Ascophyllum nodosum destaca-se como uma solução natural e sustentável. “Os bioestimulantes têm impacto positivo na fisiologia e produtividade do milho, influenciando aspectos importantes como enraizamento, diferenciação das espigas e tolerância ao estresse ambiental. Eles atuam diretamente na planta com excelente custo-benefício, representando um investimento relativamente baixo diante das vantagens que oferecem”, explica Samir.

Ascophyllum nodosum, matéria-prima dos produtos da APH, é uma alga marinha exclusiva das águas frias do Atlântico Norte. Ela cresce em zonas de intermaré, onde enfrenta condições ambientais extremas. Durante a variação das marés, a alga é submersa por água salgada na maré alta e sofre desidratação na maré baixa. Além disso, ela é exposta a temperaturas que podem variar de 40o C no verão a -20o C no inverno. Tais condições adversas estimularam o desenvolvimento de mecanismos de sobrevivência, fazendo com que essa alga produzisse compostos bioativos que a protegem contra os impactos ambientais.

Entre os benefícios mais relevantes do uso do extrato de Ascophyllum nodosum para o milho, destacam-se: melhoria da qualidade do enraizamento, aumento da diferenciação das espigas – o que eleva o potencial produtivo da cultura –, maior tolerância ao estresse climático, mitigação dos impactos causados por agroquímicos, sinergia com o controle de doenças, aumento da produtividade e potencialização do efeito de outros produtos biológicos.

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Samir Filho explica que a aplicação do extrato pode ser realizada em diversas fases do cultivo. “O uso do bioestimulante à base de Ascophyllum nodosum deve ser planejado para otimizar o crescimento e a produtividade da cultura. Ele pode ser aplicado no tratamento de sementes, no solo, no sulco de plantio ou via foliar. Em alguns casos, as aplicações se estendem até o início do enchimento dos grãos, com o objetivo de aumentar a tolerância às adversidades climáticas e mitigar os estresses”, afirma.

Outro ponto destacado pelo especialista é o impacto econômico positivo do uso de bioestimulantes para os produtores. “Além de representar investimento relativamente baixo, os bioestimulantes oferecem excelente custo-benefício. Estudos indicam que seu uso pode resultar em incremento de 5 a 10 sacas por hectare, ou até 600 quilos a mais. Em alguns casos, o ganho pode chegar a 15 sacas, o que equivale a 900 quilos por hectare”, informa o coordenador de desenvolvimento de mercado da Acadian Plant Health (APH) no Brasil. 

Sobre a Acadian Plant Health

A Acadian Plant Health (APH), fundada em 1981 no Canadá, é a maior empresa independente de colheita, cultivo e extração de plantas marinhas do mundo, além de líder internacional em soluções biológicas sustentáveis baseadas em ciência para cultivos de alto valor, bem como para cultivos em larga escala. A empresa está comprometida com o desenvolvimento de produtos inovadores patenteados, com foco em sustentabilidade e agricultura regenerativa. Com atuação em mais de 80 países e cerca de 400 colaboradores no mundo, a APH se dedica a pesquisas com Ascophyllum nodosum, alga marinha que deu origem a seus bioativadores.

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